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Modalidades de Pesca
  • Modalidades de Pesca

    Não diferindo da realidade da pesca nos demais estados do sul do Brasil, a frota paranaense é fortemente voltada para a pesca de arrasto de camarão. O arrasto para a captura das espécies sete-barbas (Xiphopenaeus kroyeri) e camarão branco (Litopenaeus schimitti) ocorrem ao longo de toda a costa, principalmente pela frota de barcos miúdos e médios na plataforma rasa (1).

     

    O camarão-branco também é capturado pelas pescarias de caceio e caracol, já os peixes são capturados principalmente pelo caceio e o fundeio, sendo cienídeos e cações os alvos principais.

     

    Além destas, alguns grupos de pescadores localizados ao longo da costa ainda praticam os tradicionais arrastões de praia para captura de tainhas (Mugil liza e Mugil platanus) e robalos (Centropomus parallelus e Centropomus undecimalis), pescada membeca (Macrodon ancylodon) e corvina (Micropogonias furnieri) (2).

     

    As capturas do camarão rosa (Farfantepenaeus paulensis e Farfantepenaeus brasiliensis) com arrasteiros, e de peixes demersais, com parelhas, são feitas por grandes embarcações, sobretudo dos estados de Santa Catarina e São Paulo. Essa frota, com maior tecnologia e capacidade operacional, opera geralmente em águas mais profundas.

     

    (1) Andriguetto-Filho, 1999.
    (2) Andriguetto-Filho, 1999; Andriguetto-Filho et al., 2006; Pinheiro, 2007.

     

    A atividade da pesca artesanal no litoral paranaense é bastante diversificada em termos de artes e equipamentos de pesca. Conheça um pouco dessa diversidade:

     

    Cerco FixoCerco Fixo: Confeccionado com taquaras, em forma de paliçada, armadas em estacas de madeira de mangue. A estrutura é estendida das margens dos mangues até vários metros para dentro de um canal ou baía, funcionando como armadilha ou curral de peixes. É acessado por canoa a remo e outros tipos de barco a motor de pequeno porte. Atualmente seu uso não é permitido no litoral paranaense.

     

    Principais capturas: tainhas, paratis, robalos e sardinha-charuto.

     

     

    TarrafaTarrafa: A tarrafa é bastante difundida no interior das baías, sendo lançada de canoas ou das praias de dentro das baías. São utilizados diferentes tamanhos de malhas, que variam entre 2 a 18 cm entre nós opostos.

     

    Principais capturas: tainha, garoupas, manjubas, pescadas, robalos, sardinhas e camarões.

     

     

    GerivalGerival: Também é denominado de arrastãozinho ou tarrafinha. É uma modificação da tarrafa de arremesso para servir de rede de arrasto de travessão, com cerca de 2 a 3 braças de boca (3 a 5 metros). Trabalha-se com dois tamanhos de malha: 1,5 (proibido) e 2,5 cm entre nós opostos. É amplamente difundido nas baías paranaenses.

     

    Principais capturas: camarão-branco no interior das baías.

     

     

    Arrasto de PraiaArrasto de Praia: O arrastão de praia é a prática mais tradicional da região do litoral paranaense. Utiliza-se rede de emalhe, onde uma das pontas permanece na praia, enquanto a outra é levada por uma canoa (a remo ou motor) para cercar o cardume, e depois puxada para a praia. É considerada uma prática em extinção no Paraná, sendo que em Pontal do Sul (município de Pontal do Paraná) concentram-se boa parte dos pescadores que ainda se dedicam a esse tipo de pesca.

     

    Capturas principais: tainhas, pescadas, corvinas, paratis e robalos.

     

     

    CaceioCaceio: O caceio consiste em deixar à deriva uma rede de emalhar com formato retangular, a qual pode ou não permanecer fixada à embarcação. As redes podem derivar pela superfície (“caceio boiado”) ou pelo fundo (“caceio de fundo”).

     

    Principais capturas: Camarão-branco, pescadas, cações, tainhas, cavalas, salteiras e corvinas.

     

     

    FundeioFundeio: O fundeio consiste em dispor uma rede retangular de forma que ela permaneça relativamente imóvel, rente ao fundo do mar. Os pescadores lançam a rede e, normalmente no dia seguinte, retornam para realizar a despesca.

     

    Principais capturas: linguado, corvinas, salteiras, betaras, cações, bagres, robalos e pescadas.

     

     

    EspinhelEspinhel: O espinhel consiste na utilização de um longo cabo (madre), de onde saem cabos mais curtos com uma sequência de anzóis. Nas extremidades da madre podem haver bóias e/ou poitas que fixam o espinhel no local do pesqueiro. É dirigido para espécies de fundo do interior das baías.

     

    Principais capturas: badejo, garoupa, caranha, bagres, miraguaia, salteiras, cações, corvina e pescada.

     

     

    Arrasto de FundoArrasto de Fundo: Nesta modalidade, uma rede em forma de funil é arrastada pela embarcação, penetrando alguns cm no sedimento. As embarcações equipadas com tangones pescam com duas redes e contam com guincho para auxiliar na despesca. A prática é restrita ao mar aberto.

     

    Principais capturas - camarão sete-barbas, camarão branco e camarão rosa.

     

    (Ilustrações: José Claro da Fonseca Neto)

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